quarta-feira, novembro 22, 2006

para ver na tv...

Nota interessante do Jornal da Ciência sobre programa de tv que vai ao ar amanhã discutindo temas polêmicos em genética:

Texto reproduzido na íntegra:

“Tome Ciência”, nesta quinta-feira: Faço o que meu gene manda?

Programa é transmitido às 8h, pela SescTV


A História documentou a necessidade de colonizadores e conquistadores de justificar, com base na ciência, a escravidão, o genocídio e a estratificação da sociedade. Hoje, pesquisadores e leigos perguntam se de fato as grandes mazelas da sociedade têm origem na genética. O comportamento violento, as tendências criminosas, o homossexualismo, a inteligência, o abuso de drogas, a esquizofrenia são herdados? Ou a educação e a cultura desempenham papéis predominantes?E ssa é uma discussão polêmica e apaixonada, debatida por defensores das duas principais correntes do pensamento.

Participantes:
Jorge Moll Neto, neurologista, coordenador da Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental da Rede D'Or de Hospitais, co-autor, com o neurologista Ricardo Oliveira, de um mapeamento das emoções no cérebro.

Suzana Herculano Houzel, neurocientista do Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autora de livros sobre o funcionamento do cérebro e nossas emoções e desejos.

Sérgio Smith, médico e psicólogo do Departamento de Neurofisiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Ricardo Waizbort, doutor em literatura, que trabalha com filosofia da biologia na Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz.

A SescTV é transmitida pelo sistema NET digital nas cidades do RJ e SP (canal 90) e pela Net normal para o resto do país (verificar o canal de sua região ), no canal 3 da Sky, no 211 da DirecTV e no 10 do Tecsat. Em SP, também por UHF, pelo canal 14.

O encontro e a discussão destes temas promete...

5 comentários:

Luis Brudna disse...

Esse tipo de programa deveria estar disponivel via "Google Video" ou outro Youtube-da-vida.
Hmmm
Serah que tem e eu ainda nao procurei?! hehe

Rogério Silva disse...

Oi Ana
E o pequeno principe, como vai? Qual o nome?
Fale um pouco mais sobre isso!!!!
abs rogerio

PatBoring disse...

Apesar de toda balação em torno das células tronco, genética ainda é assunto para poucos. Teu blog é perfeito para a lista de links do meu. Cansei um pouco dessa onda de blogs que falam sobre o que é ou vai ser tendência e resolvi me divertir escrevendo sobre o que não é. O bacana é encontrar gente apaixonada e dedicada a assuntos que não mobilizam a maioria.

Dutty disse...

Oi Ana,

pela primeira vez,envio um post aqui no seu blog!
Essa questão de historicamente terem havido diversas tentativas de justificar o imperialismo - e também a escravidão - de uns povos sobre outros é algo que muito me interessa. As justificativas de "superioridade racial" - que, felizmente, vêm sendo duramente combatidas há um bom tempo - levantam outras questões. Por exemplo: por que um exército de cento e poucos espanhóis cansados e em terra estranha (os Andes) conseguiu aniquilar um exército de 80.000 incas, no século XVI? Certamente, a justificativa não é racial, mas deve haver alguma, pois trata-se de um fenômeno que teve recorrências: com os aborígenes na Austrália, com a colonização das ilhas da Indonésia, entre outros.Um livro que aborda de maneira muito clara e interessante essas questões é o "Armas, germes e aço", do Jared Diamond, que você deve conhecer. Enfim, achei muito legal você mencionar isso no seu blog (ainda que, infelizmente eu não tenha assistido ao programa que você sugeriu). Um grande abraço pra você e pras crianças!

via gene disse...

Olá Bárbara! Bem-vinda!

POis é, o livro que você citou desenvolve esse tema das diferenças entre grupos humanos de uma forma bem interessante! Talvez os soldados cansados estariam mais bem servidos de tecnologia bélica (as "armas", citadas no título...).
Assim também foram exterminados outras tribos/nações de índios na América, o que vale a flecha contra a pistola?

Quem sabe conseguimos convidar algum destes palestrantes para um seminário no CBMEG?? Fale com a sua chefe :)

abraços, anac